MORAIS ROCHA WINES RECEBE ‘OURO’ EM CONCURSO DO CRÉDITO AGRÍCOLA

O Reserva 2012 da Morais Rocha Wines foi premiado com a Tambuladeira de Ouro dos Escanções de Portugal no 3º Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola. Este concurso, promovido em parceria com esta instituição e a Associação de Escanções de Portugal, distinguiu um total de 62 vinhos brancos e tintos, das várias regiões vitivinícolas nacionais.

Ana Rocha, General Manager da Morais Rocha Wines, mostrou-se satisfeita com este reconhecimento porque “havia excelentes vinhos a concurso, não só do Alentejo mas também de outras regiões, sendo um excelente tónico para continuarmos a produzir vinhos com este patamar de exigência. O nosso reserva é um exemplo de elegância e discrição, com um carácter muito gastronómico. É este o caminho e acredito que os consumidores vão continuar a preferi-lo”.

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O Morais Rocha Reserva 2012 é produzido a partir das castas Cabernet Sauvignon e Syrah sendo carregado na cor, de aroma muito profundo com notas florais e vegetais. Tem bom equilíbrio com a barrica, boa coluna na boca, profundidade e carácter. É um vinho com a assinatura do enólogo Diogo da Fonseca Lopes.

A cerimónia onde foram revelados os vencedores deste 3º Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola realizou-se no passado dia 28 de Novembro, na Estufa Fria em Lisboa, tendo sido conduzida por Sílvia Alberto e reuniu mais de 200 pessoas, entre produtores, representantes de cooperativas, enólogos, escanções e responsáveis do Crédito Agrícola de todo o país.

Estiveram mais de 200 vinhos brancos, tintos e espumantes colocados à prova por 121 produtores nacionais das várias regiões vitivinícolas do país. Os 62 vinhos premiados foram distinguidos durante as provas cegas realizadas a 28 e 29 de Outubro na Feira Portugal Agro.

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O São Martinho

Outono. Castanhas assadas. Vinho ou água-pé. Magustos. É assim que se vive o São Martinho em Portugal, uma tradição já muito antiga, que segundo alguns historiadores, terá derivado da comemoração do Dia de Todos os Santos, onde era comum acenderem-se fogueiras a assarem-se castanhas. São Martinho ou Martinho de Tours, nasceu no século I na actual Hungria, tendo sido criado em Itália no seio de uma família pagã. Mais tarde converteu-se ao Cristianismo e fundou em Ligugé (França) o mosteiro mais antigo da Europa. Viveu a sua vida ajudando os mais desfavorecidos, pregando ensinamentos bíblicos na qualidade de bispo de Tours.

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No entanto, a São Martinho está associada sobretudo a sua lenda, ainda hoje transmitida de geração em geração. Segundo a mesma, Martinho era um soldado e quando regressava a Itália vindo de França, em plenos Alpes, encontrou um mendigo a pedir ajuda. Sem comida para lhe dar, pegou na espada, cortou o seu manto ao meio e cobriu o homem. Um pouco depois, encontrou novo mendigo e voltou a repetir o gesto, partilhando o que restava do seu manto. Agora desprotegido do frio, Martinho continuou o seu caminho, mas nesse instante, as nuvens desapareceram do céu para darem lugar a um sol radioso que brilhou durante três dias. Ainda hoje é utilizada a expressão “Verão de São Martinho”, sendo usual que nesta altura do ano o frio e a chuva dêem lugar a dias de sol e temperaturas amenas.

Na Morais Rocha Wines o São Martinho é vivido de uma forma muito especial. Tradicionalmente nesta altura do ano são apresentados na Vidigueira os novos vinhos da marca aos amigos mais próximos, num encontro também ele muito gastronómico, onde as iguarias típicas do Alentejo deliciam todos os presentes. Seguem-se longas horas de conversa, generosas doses de boa disposição e o inevitável magusto, tão típico desta data, que se prolonga noite dentro. Fala-se do ano que passou, mas sobretudo do ano que aí vem, das ideias, dos projectos e das novidades. Desta vez não será diferente e certamente que assunto de conversa não faltará, visto que em 2017, serão muitas as surpresas que a Morais Rocha Wines tem reservadas para si.

Morais Rocha Wines no Mercado de Vinhos

Depois do sucesso que foi a Grande Prova Mediterrânica – Azeites e Vinhos do Alentejo, que decorreu no CCB, a Morais Rocha Wines prepara-se agora para marcar presença, também pela 3ª vez consecutiva, num outro evento de grande relevância no coração da cidade de Lisboa, mais concretamente no mítico Campo Pequeno. Trata-se do Mercado de Vinhos – Pequenos Produtores, Grandes Descobertas, que terá lugar de 28 a 30 deste mês de Outubro.

Ao todo serão mais de 100 produtores de vinho, oriundos de várias regiões de Portugal, com especial destaque para os vinhos do Algarve, que estarão em evidência nesta edição, sendo representados por uma amostra de excelência que, combinando a tradição e a inovação, têm posto estes vinhos na mesa dos portugueses e nas bocas do mundo.

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Os cerca de 10 mil visitantes que são esperados terão a oportunidade não só de provar, mas também de comprar um vasto leque de vinhos portugueses. Poderão também participar em provas, workshops e iniciativas, levadas a cabo por alguns dos mais conceituados produtores, enólogos e escanções do país. A complementar tudo isto, a presença de 20 reconhecidos produtores de iguarias típicas portuguesas, como queijos, enchidos, presuntos, pão e azeites, entre outros produtos de excelência.

A Morais Rocha Wines terá todo o gosto em receber a sua visita, tendo à sua espera uma ampla oferta de referências que vai poder experimentar e comprar, desde o sempre misterioso “Sei Lá!”, passando pelos surpreendentes “Imoral” e “Herdeiros”, sem esquecer os já clássicos “JJ” e “Herdade dos Heros”. Para dar um toque de absoluta perfeição à sua  experiência, o indescritível “Morais Rocha Reserva”. Marque na sua agenda, dias 28, 29 e 30 de Outubro, no Campo Pequeno. Vemo-nos por lá.

Morais Rocha Wines no CCB

A Morais Rocha Wines vai marcar presença pelo 3º ano consecutivo na Grande Prova Mediterrânica – Azeites e Vinhos do Alentejo, que terá lugar no CCB – Centro Cultural de Belém, nos dias 14 e 15 de Outubro. Trata-se de uma iniciativa levada a cabo pela CVR Alentejana e pela Casa do Azeite, com o objectivo de divulgar os vinhos da região do Alentejo e os azeites dentro do conceito da Dieta Mediterrânica como Arte de Viver.

Este evento contará com quatro provas comentadas, seis conversas sobre o vinho e dois workshops de harmonizações gastronómicas. Serão também realizados seminários sobre a Dieta Meditarrânica que incluirão uma prova comentada de azeites e “Aromas Misteriosos”, onde os participantes farão o aprofundamento à prova de um vinho. Para conhecer o programa completo, clique neste link.

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Ao todo serão cerca de 80 produtores da região alentejana, que vão apresentar no total, mais de 400 vinhos. A animação no dia 15 estará a cargo dos The Black Mamba, um trio que combina sonoridades soul, blues e funk, tendo vindo a conquistar cada vez mais fã em Portugal.

A Morais Rocha Wines terá todo o prazer em receber a sua visita, estando inclusivamente a levar a cabo um passatempo na sua página de Facebook, onde dará 20 convites duplos que valem a oferta da entrada, ou seja, do respectivo copo de prova. Para participar, só precisa de partilhar o post do passatempo e comentá-lo com o nome de duas pessoas. É muito simples.

Uma prova de paixão pela Vidigueira

Quem entrou no Choupana Caffe às 18h da passada 6ª feira, deparou-se com um cenário de absoluta tentação, repleto de iguarias e sabores típicos, desde presuntos pata negra, variados tipos de queijo, enchidos de porco preto, bruschettas variadas, espetadinhas de fruta, entre muitas outras delícias. A acompanhá-las, as referências Herdade dos Veros tinto 2012 e branco 2015, juntamente com o Morais Rocha Reserva 2012.

A degustação começou ao ritmo das conversas que se foram gerando, entre encontros e reencontros, temperadas com muitos sorrisos e boa disposição. À produtora Ana Rocha e ao enólogo Diogo da Fonseca Lopes, juntou-se José Morais Rocha, fundador da Morais Rocha Wines, para um brinde a este momento de viragem na história desta marca, cada vez mais focada na conquista de novos mercados e de novos públicos.

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Os amigos foram chegando e em poucos minutos, o wine bar do Choupana Caffe estava repleto. Juntaram-se alguns bloguers conhecidos pela sua ligação aos vinhos, outros curiosos e até alguns clientes de passagem, que acabaram também por participar no evento. No final, as opiniões convergiam na mesma direcção, num misto de apreciação colectiva dos vinhos da Morais Rocha Wines e também de um interesse generalizado sobre os mesmos. Em jeito de conclusão, foi um final de tarde muito passado, num tipo de evento que promete repetir-se mais vezes.

À conversa com a produtora

Dedicou 10 anos de carreira ao Marketing, com passagens pelos ramos Farmacêutico, Automóvel e New Media Entertainment. Esteve 2 anos no Brasil e regressou a Portugal em 2014, para assumir o cargo de General Manager da Morais Rocha Wines. Nesta entrevista, Ana Rocha fala-nos sobre a sua carreira, sobre vinhos e sobre si.

– É formada em Gestão de Empresas, mas apaixonou-se pelo Marketing. Como é que isso aconteceu?

Sempre me fascinou toda a estratégia que está por trás de um anúncio. Seja ele de rádio, imprensa ou televisão. No fundo o bichinho do Marketing sempre esteve lá e era claro para mim que esse seria o meu percurso profissional. A escolha do curso de Gestão de Empresas em vez do Marketing aconteceu simplesmente porque entendi que me daria mais ferramentas úteis à minha carreira de gestora.

– Passou pelos ramos da Farmacêutica, dos Automóveis e da New Media. Acha que essa diversidade de experiências pode ser uma mais-valia para a Morais Rocha Wines?

Sem dúvida. As necessidades mudam nos diferentes ramos comerciais e foi para mim um privilégio ir acumulando conhecimento em vários mercados, até chegar ao exigente mundo dos vinhos.

– Passou 2 anos no Brasil a trabalhar na TIM w.e. e também a fazer um MBA em Marketing pela FGV de São Paulo. A pergunta é inevitável: quais as grandes diferenças que encontrou no país irmão?

Diria que as grandes diferenças são culturais. No Brasil existe muita proximidade, que leva as marcas a serem menos formais na hora de comunicarem. Tudo tem uma ligeireza positiva. Pode-se ser sério sem ser demasiado sério. Por cá, ainda não chegámos a esse ponto, embora se notem diferenças. Penso que já entendemos a importância de um relacionamento próximo entre marcas e clientes.

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– Como é que surgiram os vinhos na sua vida?

Muito através da transmissão de conhecimento de pai para filha. Eu tinha cerca de 25 anos quando a Morais Rocha Wines foi criada e nessa altura, o meu pai fazia questão de me explicar todos os pormenores sobre o mundo do vinho, desde a prova, passando pelo processo de produção. A partir daí, os vinhos passaram a fazer parte da minha família. Trata-se de um amor que foi crescendo de tal forma que acabou num casamento inevitável e feliz.

– Chegou à Morais Rocha Wines há 2 anos. Quais foram as grandes surpresas que encontrou no mundo dos vinhos?

Não lhe chamaria surpresa, mas antes um choque de realidade: a concorrência feroz. Tirando essa parte mais delicada, a maior surpresa foi positiva: a quantidade de trabalho e dedicação que está por trás de cada ano de produção. Poucas pessoas têm essa noção e é algo de verdadeiramente extraordinário.

– Quais as principais metas para a Morais Rocha Wines no curto e no médio prazo?

A Morais Rocha Wines está num processo de crescimento que passa pelo aumento das exportações e também por conquistar maiores níveis de reconhecimento em Portugal. Está também em fase de reorganização das suas referências, pelo que não é de espantar que a médio prazo tenhamos novidades para dar.

– Qual o significado da palavra Vidigueira na sua vida?

É difícil de explicar por palavras. São as raízes, são os meus avós, os meus pais, parte importante da minha infância. Hoje, é também a Morais Rocha Wines, nesta espécie de circulo que se completa. A Vidigueira é e será sempre uma parte importante de mim mesma.

– E o significado da palavra Família?

É tudo! É onde tudo se completa, o sentido da vida.

– Como é a sua relação com o Diogo da Fonseca Lopes, o enólogo da Morais Rocha Wines?

A melhor possível. Somos da mesma geração e partilhamos muitos pontos de vista. Além disso, estamos sempre em diálogo constante, de maneira a agilizar todas as decisões. Tem sido um prazer trabalhar com o Diogo e espero que possamos manter esta relação profissional por muitos anos.

– Quais as suas grandes paixões para lá da sua profissão?

O pouco tempo que a minha profissão me deixa, dedico-o às grandes paixões da minha vida: o meu filho e o meu marido. É claro que adoro as coisas mais triviais, um bom livro, um bom filme, um bom jantar, uma boa conversa. Sem esquecer as viagens, algo que tenho feito pouco ultimamente, mas que planeio retomar brevemente.

Evento Morais Rocha Wines

Situado em plena Avenida da República, já perto do Saldanha, o Choupana Caffe é um espaço único, nascido para conquistar os lisboetas através do paladar. Por um lado, é a mercearia que todos gostariam de ter perto de casa, com deliciosas compotas biológicas, biscoitos, azeites, vinhos nacionais (onde se incluem os da Morais Rocha Wines) e chás diversos. Por outro lado, é também uma cafetaria, onde é possível beber saborosos capuchinos, artisticamente decorados com desenhos feitos sobre a espuma cremosa.

Tudo isto já seria suficientemente irresistível, mas o Choupana Caffe vai mais além e oferece um serviço de pastelaria de onde se destacam os croissants de chocolate e também de maçã. A isto junta uma padaria, um balcão de iogurtes biológicos onde se pode combinar diferentes sabores e toppings. Depois existem ainda as refeições, que vão das sandes, às tostas, saladas, bagels, pizzas e scones acabados de sair do forno.

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Mais recentemente o Choupana Caffe abriu uma zona de wine bar, onde se harmonizam os melhores vinhos do país com deliciosas tapas feitas no momento. Será precisamente neste ambiente de aromas, sabores e conversas que a Morais Rocha Wines levará a cabo o evento “Uma prova de paixão pela Vidigueira”, com a presença da produtora Ana Rocha e do enólogo Diogo Da Fonseca Lopes. Vai falar-se das referências Morais Rocha Reserva e Herdade dos Veros, sem esquecer a Vidigueira e o carácter único desta região. Será já no próximo dia 23 de Setembro, a partir das 18h. Faça-nos companhia.

À conversa com o enólogo

Chegou ao mundo dos vinhos em 2005 pela mão de Anselmo Mendes e à Morais Rocha Wines em 2010. Hoje, Diogo da Fonseca Lopes é já um dos mais importantes enólogos do presente e do futuro em Portugal, razão mais do que suficiente para uma conversa sobre si, o seu percurso e claro está, os vinhos da sua vida.

– Como é que surge a enologia na sua vida?

Vem da influência dos meus avós. Tive uma infância com uma base rural muito forte. Muitas das minhas memórias mais felizes foram passadas nas vinhas dos meus avós, a vindima foi sempre uma festa e o meu avô tinha muito orgulho e brio na cultura da vinha. A escolha em ir para Agronomia teve necessariamente a ver com esta influência.

– Durante o seu percurso académico, esteve em Napa Valley, Califórnia. O que mais o marcou nessa experiência e quais os principais ensinamentos que trouxe de lá?

Foi uma experiência fantástica. Napa tem um ritmo muito próprio, nunca encontrei outra região com tanto dinamismo. Acho que o mais importante foi apreender a olhar para este mundo como um negócio. Eles são extraordinariamente profissionais.

– Consegue beber um vinho sem estar na pele de um enólogo?

Acho que não consigo. Quando provo estou sempre a analisar o vinho antes de o começar a desfrutar. Não consigo abstratir-me disso.

– O que procura num vinho?

Hoje em dia procuro fundamentalmente originalidade. Gosto de vinhos que respeitem os terroirs e que transmitam carácter.

– Qual o momento chave na criação de um novo vinho?

A plantação das vinhas e selecção de castas. É o elemento mais importante no desenho de um vinho. Depois há que perceber qual o mercado onde queremos vender o vinho e fazer a identificação do público-alvo.

– Colabora com a Morais Rocha Wines desde 2010. Lembra-se de com começou essa colaboração?

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Começou em jeito de desafio pelo Engº Morais Rocha, para o ajudar a potenciar a qualidade dos vinhos. Almoçámos num restaurante em Lisboa e acho que criámos muita empatia um pelo outro.

– O que é que a Vidigueira tem de tão especial?

Um conjunto de factores: a influência da Serra de Portel, os solos argilo-calcários, as castas regionais. Também o ser uma terra de vinho, com gente do vinho. Ajuda muito, pois “respira-se” vinho nas pessoas.

– Aproxima-se a vindima. Quais as expectativas para os vinhos Morais Rocha em 2017?

Objectivamente não tenho grandes expectativas para este ano. Foi um ano muito irregular no ciclo vegetativo com uma distribuição muito irregular da água das chuvas. Acho que foi dos anos onde os fenómenos do El Niño mais se fizeram sentir e tenho algum receio que possamos vir a ter muita chuva na vindima. Mas naturalmente são nestes anos que os enólogos têm de mostrar trabalho! Aqui estamos para fazer o melhor.

– Como é a sua relação com a Ana Rocha, a general manager da Morais Rocha Wines?

Acho que funcionamos muito bem em equipa. É importante num projecto destes que o técnico e a gestão da empresa estejam muito bem ligados para que a mensagem seja forte. Trabalhamos com proximidade e ajudamo-nos mutuamente a tomar as decisões.

– Qual a combinação de castas que mais aprecia?

Para brancos gosto muito de lotes onde o Arinto seja a casta dominadora. Depois com o Verdelho acho que os vinhos ficam muito vibrantes e frescos. Nos tintos gosto muito de combinar o Alicante Bouschet, o Cabernet Sauvignon, o Syrah e o Aragonez.

– O que é um grande vinho?

Um grande vinho é um vinho que nos surpreenda e que nos encha as medidas. Tem muito a ver com o momento quando se bebe o vinho e todo o ambiente à volta do mesmo.

– Quais as suas grandes paixões para lá do vinho?

Gosto muito de estar à mesa com os amigos e família. Somos um povo em que os grandes momentos das nossas vidas são normalmente celebrações à volta dos tachos e com uns copos de vinho. Sou fiel a essa tradição, não a troco por outra. A gastronomia será uma das minhas paixões, mas só quando ligada à família e aos amigos.

– É verdade que foi jogador de Futebol Americano?

Sim é verdade. Adoro fazer desporto, pena que a disponibilidade não seja maior. Tenho uma grande admiração pelos desportos de origem norte-americana, principalmente o Futebol Americano. Sigo todos os anos a época da NFL (National Football League) e em Portugal joguei durante 5 anos. Foram uns belos anos, fiz muitos amigos e diverti-me imenso. Ajudei a criar uma nova equipa, os Lisboa Devils, que no ano passado foram campeões nacionais. Fui capitão de equipa nos primeiros anos e um mediano linebacker, mas adorei!

O clima na maturação

A maturação das uvas que decorre neste preciso momento, ou seja em pleno Verão, depende muito das condições climatéricas. Se o clima estiver predominantemente quente e seco, a maturação costuma antecipar-se, resultando numa vindima ainda em pleno mês de Agosto. Se por outro lado, o tempo estiver mais húmido e fresco, a maturação será tardia e até incompleta em algumas regiões, resultando numa vindima feita em meados de Setembro/Outubro.

Nesta fase do ciclo das uvas, a videira precisa de temperaturas a rondar os 30ºC para que a acidez dos frutos não seja muito elevada. Aliás, a temperatura do ar tem uma relação directa com o processo de fotossíntese das plantas, sendo a sua reacção perfeita quando os valores estão entre os 20ºC e os 30ºC. Abaixo e acima disso a fotossíntese torna-se menos intensa, sendo que os limites da sua resistência oscilam entre os 38ºC e os 50ºC.

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Outro factor climatérico a ter em consideração, é a chuva. Pouco frequente no Verão, é certo, mas ainda assim, importante no processo de maturação das uvas. As chuvas contribuem com um adequado suplemento hídrico e a consequente absorção dos nutrientes, provocando o correcto crescimento dos ramos, folhas e frutos. No entanto, para uma melhor e mais adequada maturação, o ideal é um Verão quente e seco. No caso das uvas Morais Rocha Wines, estão a fazer a sua maturação em condições perfeitas, tendo a vindima já à vista no fim de Agosto ou princípio de Setembro.

A vindima mecânica

A vindima manual transporta consigo uma carga muito simbólica no mundo dos vinhos, nomeadamente no que diz respeito à tradição, à dedicação e ao cuidado na selecção das uvas. É aliás este, o método praticado pela Morais Rocha Wines. No entanto, o desenvolvimento tecnológico chegou em força também a este ramo de actividade e hoje em dia, a vindima mecânica tem vindo a ganhar terreno devido às várias vantagens que apresenta.

Chegada a Portugal na década de noventa, a vindima mecânica é muito utilizada na Estremadura, Ribatejo e Alentejo, ou seja, regiões com áreas vastas, onde é possível adaptar as vinhas aos requisitos para este tipo de colheita. Estas devem ser aramadas e os cachos devem ficar a cerca de setenta centímetros do solo. As cabeceiras querem-se largas e as linhas muito bem definidas, com largura suficiente entre elas, de maneira a evitar percas de tempo em manobras com a máquina.

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A vindima mecânica tem a vantagem de ser consideravelmente mais rápida, mas não substitui o critério rigoroso com o estado das uvas usado na vindima manual. Nem consegue garantir um cuidado extremo com a matéria-prima, resultando sempre num desperdício na ordem dos 10%. Ambos os métodos de colheita podem ser feitos à noite, altura em que as uvas estão mais frescas e os seus aromas mais acentuados.