A vindima mecânica

A vindima manual transporta consigo uma carga muito simbólica no mundo dos vinhos, nomeadamente no que diz respeito à tradição, à dedicação e ao cuidado na selecção das uvas. É aliás este, o método praticado pela Morais Rocha Wines. No entanto, o desenvolvimento tecnológico chegou em força também a este ramo de actividade e hoje em dia, a vindima mecânica tem vindo a ganhar terreno devido às várias vantagens que apresenta.

Chegada a Portugal na década de noventa, a vindima mecânica é muito utilizada na Estremadura, Ribatejo e Alentejo, ou seja, regiões com áreas vastas, onde é possível adaptar as vinhas aos requisitos para este tipo de colheita. Estas devem ser aramadas e os cachos devem ficar a cerca de setenta centímetros do solo. As cabeceiras querem-se largas e as linhas muito bem definidas, com largura suficiente entre elas, de maneira a evitar percas de tempo em manobras com a máquina.

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A vindima mecânica tem a vantagem de ser consideravelmente mais rápida, mas não substitui o critério rigoroso com o estado das uvas usado na vindima manual. Nem consegue garantir um cuidado extremo com a matéria-prima, resultando sempre num desperdício na ordem dos 10%. Ambos os métodos de colheita podem ser feitos à noite, altura em que as uvas estão mais frescas e os seus aromas mais acentuados.

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