À conversa com a produtora

Dedicou 10 anos de carreira ao Marketing, com passagens pelos ramos Farmacêutico, Automóvel e New Media Entertainment. Esteve 2 anos no Brasil e regressou a Portugal em 2014, para assumir o cargo de General Manager da Morais Rocha Wines. Nesta entrevista, Ana Rocha fala-nos sobre a sua carreira, sobre vinhos e sobre si.

– É formada em Gestão de Empresas, mas apaixonou-se pelo Marketing. Como é que isso aconteceu?

Sempre me fascinou toda a estratégia que está por trás de um anúncio. Seja ele de rádio, imprensa ou televisão. No fundo o bichinho do Marketing sempre esteve lá e era claro para mim que esse seria o meu percurso profissional. A escolha do curso de Gestão de Empresas em vez do Marketing aconteceu simplesmente porque entendi que me daria mais ferramentas úteis à minha carreira de gestora.

– Passou pelos ramos da Farmacêutica, dos Automóveis e da New Media. Acha que essa diversidade de experiências pode ser uma mais-valia para a Morais Rocha Wines?

Sem dúvida. As necessidades mudam nos diferentes ramos comerciais e foi para mim um privilégio ir acumulando conhecimento em vários mercados, até chegar ao exigente mundo dos vinhos.

– Passou 2 anos no Brasil a trabalhar na TIM w.e. e também a fazer um MBA em Marketing pela FGV de São Paulo. A pergunta é inevitável: quais as grandes diferenças que encontrou no país irmão?

Diria que as grandes diferenças são culturais. No Brasil existe muita proximidade, que leva as marcas a serem menos formais na hora de comunicarem. Tudo tem uma ligeireza positiva. Pode-se ser sério sem ser demasiado sério. Por cá, ainda não chegámos a esse ponto, embora se notem diferenças. Penso que já entendemos a importância de um relacionamento próximo entre marcas e clientes.

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– Como é que surgiram os vinhos na sua vida?

Muito através da transmissão de conhecimento de pai para filha. Eu tinha cerca de 25 anos quando a Morais Rocha Wines foi criada e nessa altura, o meu pai fazia questão de me explicar todos os pormenores sobre o mundo do vinho, desde a prova, passando pelo processo de produção. A partir daí, os vinhos passaram a fazer parte da minha família. Trata-se de um amor que foi crescendo de tal forma que acabou num casamento inevitável e feliz.

– Chegou à Morais Rocha Wines há 2 anos. Quais foram as grandes surpresas que encontrou no mundo dos vinhos?

Não lhe chamaria surpresa, mas antes um choque de realidade: a concorrência feroz. Tirando essa parte mais delicada, a maior surpresa foi positiva: a quantidade de trabalho e dedicação que está por trás de cada ano de produção. Poucas pessoas têm essa noção e é algo de verdadeiramente extraordinário.

– Quais as principais metas para a Morais Rocha Wines no curto e no médio prazo?

A Morais Rocha Wines está num processo de crescimento que passa pelo aumento das exportações e também por conquistar maiores níveis de reconhecimento em Portugal. Está também em fase de reorganização das suas referências, pelo que não é de espantar que a médio prazo tenhamos novidades para dar.

– Qual o significado da palavra Vidigueira na sua vida?

É difícil de explicar por palavras. São as raízes, são os meus avós, os meus pais, parte importante da minha infância. Hoje, é também a Morais Rocha Wines, nesta espécie de circulo que se completa. A Vidigueira é e será sempre uma parte importante de mim mesma.

– E o significado da palavra Família?

É tudo! É onde tudo se completa, o sentido da vida.

– Como é a sua relação com o Diogo da Fonseca Lopes, o enólogo da Morais Rocha Wines?

A melhor possível. Somos da mesma geração e partilhamos muitos pontos de vista. Além disso, estamos sempre em diálogo constante, de maneira a agilizar todas as decisões. Tem sido um prazer trabalhar com o Diogo e espero que possamos manter esta relação profissional por muitos anos.

– Quais as suas grandes paixões para lá da sua profissão?

O pouco tempo que a minha profissão me deixa, dedico-o às grandes paixões da minha vida: o meu filho e o meu marido. É claro que adoro as coisas mais triviais, um bom livro, um bom filme, um bom jantar, uma boa conversa. Sem esquecer as viagens, algo que tenho feito pouco ultimamente, mas que planeio retomar brevemente.

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